segunda-feira, 24 de maio de 2010

Depressão pré-mudanças

Acho que estou com uma certa depressão que antecede mudanças radicais. Por mais que planeje novas rotinas, faça novas amizades, crie novos conceitos, a mudanças da Pe afeta demais a minha vida também. Por menos importante que ela fosse para mim, o que não é verdade, só a rotina dos almoços já seria um grande impacto. Mas as coisas não param por aí.. É trabalho, vida pessoal, tudo que precisa ser reorganizado.

Depois de ter passado sensações parecidas com meus dois irmãos que saíram do Brasil, sei que isso não representa necessariamente algo ruim. A gente se adapta e acostuma à ausências. Isso é fato! De qualquer forma, até a segunda semana, sempre sinto uma profunda tristeza e depressão.

Hoje trouxe meus livrinhos de francês para tentar retormar os estudos, mesmo que sozinha...

Ai... nem quero mais falar... Tenho apenas que reagir. Manter o mérito pelo elogio que meu irmão me fez ontem por ter me tornado uma pessoa mais alegre e positiva. Não me deixar abater a ponto de virar aquela rabugenta de alguns meses atrás...

Será que consigo? ;-(

terça-feira, 18 de maio de 2010

Simplesmente triste

Esta noite tive um sonho triste. Mais pela esperança que foi podada pela razão...

A vontade de viver um grande amor esbarrando na razão e no peso de se arrancar este amor de outras fontes talvez mais promissoras.

No meu sonho, eu reencontrava o meu segundo namorado e ambos ficávamos abalados com este reencontro. Mas ele estava prestes a noivar e, durante a festa onde deveria fazer o pedido, ele pedia em público que eu e sua noiva permanecêssemos na festa. Enquanto isso ele se retirava a uma sala para decidir sobre seu futuro. O que estava em xeque era a pessoa com quem ele ficaria.

Abalada pela súbita indecisão dele, depois de tudo parecer tão estável e certo, a futura noiva começava a conversar comigo dizendo coisas como a decepção que ela tinha agora, a me ver prestes a voltar para o meu ex-namorado, quando ele a fez sustentar uma imagem minha de uma mulher segura, independente, revolucionária.

Ela ponderava sobre os investimentos que ambos haviam feito juntos e mencionava, inclusive, um peeling que ele fizera, dando entrada para que ela pagasse o restante das prestações (o que me pareceu engraçado e fora das coisas que eu sabia interessar a ele anteriormente).

Muito esperançosa com a chance que me parecia única, eu me via entristecer diante daquela mulher. Desejava ardentemente que ele me escolhesse, mas olhava para ele não como um amor a ser perdido, mas como uma pessoa que, apesar d'eu não amar, combinava em muito comigo. Olhava para ele e não via o galã dos meus sonhos, mas via um homem sem grandes atrativos que, contraditoriamente, me atraia fortemente.

E a tristeza só crescia.

Sabendo qual deveria ser a minha atitude, eu ainda ligava para minha mãe apenas com a intenção de confirmar se o que eu estava prestes a fazer seria o correto. E eu conseguia esta confirmação.

Então eu ia até a sala para a qual ele havia se retirado e pedia para falar com ele. Inicialmente as pessoas tentavam impedir até que eu me anunciava pelo nome e então, alguém ia chamá-lo. Neste meio tempo, a futura noiva andava nervosa atrás de mim querendo saber o que eu faria. Eu permanecia quieta aguardando o momento triunfal no qual eu abriria mão daquele homem apenas por uma questão de princípios. - Quão nobre eu estava sendo, apesar de toda a minha tristeza... - Não me lembro de ter pensado isso tão claramente, mas lembro de sentir isso com todas as forças.

Eis que ele saia repentinamente da sala com o rosto marcado de tanto chorar e a voz meio embargada. Passava por mim como um raio sem sequer me olhar dizendo algo como "Como pude fazer uma coisa destas?". E seguia apaixonado em direção a sua noiva.

Mesmo estando ali pronta para convencê-lo deste fim, eu ficava pasma pela objetividade dele. Pela conclusão tão fácil que dispensou sequer uma única palavra minha, ou olhar... Então, eu pegava meus dois irmãos do meio, que no sonho ainda eram crianças de 13 e 10 anos, mais ou menos, e sugeria que saíssemos do local discretamente, sem sermos notados, a fim de criar menos alarde do que eu já havia provocado.

E assim acordei. Com a imagem da minha irmã, do meu irmão e minha saindo da Fagundes Varela em direção ao Plaza Shopping. Eu, triste, a olhar para eles caminhando na calçada.

Como pode um sonho causar sentimentos tão profundos durante todo um dia, não?

Ainda sinto a tristeza profunda da perda, do orgulho, do sonho...

Simplesmente sinto.