terça-feira, 18 de novembro de 2008

"Não gosto de você"

Hoje quando decidi almoçar com o pessoal do trabalho, achei que tinha me metido numa grande furada ao perceber que pessoas das quais não gosto nos acompanhariam.

Ultimamente tenho assumido com muita segurança o fato de que não gosto de muitas pessoas. Não me sinto nem um pouquinho mal em assumir isso, mesmo sabendo que muitas das vezes há uma implicância fundamentada numa imagem mal resolvida da infância.

Pois bem... foi com a cara já meio franzida e um exercício facial tremendo para não revirar olhos que me resignei a um almoço chato e fútil, cheio de piadas grosseiras sobre a possível opção sexual dos possíveis participantes deste almoço. Eis que o que me parecia ser um fardo, tornou-se quase uma terapia. Embora o assunto principal tenha sido uma pobre-coitada-pedante-e-sem-noção colega nova de trabalho, de resto foi um almoço tranquilo com papos neutros, sem grandes emoções. No entanto, o que mais me deixou feliz foi que em dois momentos distintos, ou melhor, quase três, consegui expressar em poucas palavras que não gosto de certas brincadeiras que este povo se orgulha tanto em praticar. Descobri que não há palavras para expressar a satisfação em deixar um engraçadinho momentaneamente sem norte ao perceber que suas gracinhas não são bem-vindas… Uns compreendem e se calam, outros tentam não sair do salto. Independente da reação, conseguir expressar um sentimento sem ter que maquiá-lo é algo indescritível. Melhor do que isso só podendo dizer "Não gosto de você!" sem precisar olhar para trás ou dormir pensando se deveria ou não ter dito isso.

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