Esta semana ouvi uma das mais tristes notícias que já tive na vida. Falar em perdas nunca é fácil para mim. Deixar de pensar nelas é sempre mais difícil ainda. Mas se eu fosse capaz de expor ao mundo como as minhas perdas são processadas pela minha mente, acho que teríamos filmes fenomenais. O caso é que infelizmente Deus me deu a capacidade de sonhar e criar apenas para mim mesma. Talvez por isso eu goste tanto de ficar sozinha e tenha um mundo tão restrito às pessoas. Um mundo em que apenas pessoas realmente especiais têm passe de entrada.
Esta semana ouvi uma das coisas mais lindas que já ouvi de uma pessoa do povo. Falar com determinadas pessoas nunca é fácil para mim. Pensar nestas pessoas é mais difícil ainda. Eu sou perfeitamente capaz de assumir meus preconceitos e mais capaz ainda de torná-los em conceitos dignos de filmes. Como a frase mais bela que ouvi da pessoa mais desculturada que me é possível pensar.
Meus pensamentos são tão confusos e ao mesmo tempo tão claros quanto as palavras que escrevo aqui. Minha vontade de consolar e ser consolada é ainda mais forte e ambígua. Meu pudor e receio são tão oscilantes que me exponho e me escondo de mim mesmo aqui.
(...)
O fato é que por mais palavras que eu diga... Por mais voltas que eu faça... Nada, absolutamente nada vai mudar... Talvez, e quase certamente, eu só faça chorar!
Mas tenho que dizer que minha alma me abandonou... Um momento simples... Peculiar... Preciso e decisivo. Uma notícia que não tinha ação a se tomar... Momentos de impotência total e completa.
(...)
Me sinto egoísta.
Triste egoísta...
Um tipo de egoísmo que abraça o mundo e o suga para o peito como um buraco negro... Carregando a culpa pelo mundo por um egoísmo torto... cheio de defeitos.
Quando comecei a escrever tinha por um depoimento e termino com um confuso desabafo. Um desabafo de quem quer gritar ao mundo todas as palavras precisas e completas que me vêem a cabeça, porém... um desabafo que não quer dar tudo de mãos beijadas.. que quer cultivar o carisma, o desespero, a curiosidade e, porque não, compaixão ... pena... ódio... consolo.
Definitivamente este é mais um daqueles textos que desejo expor ao mundo mas que vão, simplesmente, pro limbo... no fundo do poço... no centro do lixo...
meras letras de lixo!
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