sexta-feira, 9 de julho de 2010

Reflexões

Certo dia meu terapeuta me perguntou:

- Por que foge de você mesma?

Resolvi então não mais fazê-lo.

Hoje fui a um bar, sentei na companhia de um bom livro, pedi um delicioso Malbec acompanhado de uma salada igualmente saborosa e aquela inseparável água com gás... E ali me deixei ficar por mais de 3 horas.

De tempos em tempos desviava o olhar para a multidão que ia se formando ao passar das horas. Pessoas ao léu. Casais chegando, famílias saindo... Homens, sempre em grupo. Mulheres, sempre acompanhadas. Se não por seus parceiros, por suas amigas.

Era um restaurante, na verdade. Que levado pela influência do habitual ponto de encontro das diferentes gerações do Saco de São Francisco, tomava ares de bar, mesmo que cercado por um público mais variado e, em sua maioria, mais pacato.

Não havia ali o que ou quem eu procurasse, mas me sentia satisfeita por tentar. Sinto-me satisfeita por tentar.

Expor-me é a ordem da vez.

No entanto, a pergunta, que até não tinha resposta... Esta eu me atrevo a responder com outra pergunta: Não seria apenas para não me permitir tornar a sonhar?!?

Um comentário:

Rafael disse...

derrube as paredes, as barreiras e terás grandes campos verder para correr em todas as direções :)