quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Registrando sonhos

Como resolvi tirar umas férias forçadas da terapia por 2 meses devido à circunstâncias financeiras emergenciais, vou tentar registrar alguns sonhos que considerar relevantes para poder levar à terapia quando retonar, já que seria demais confiar na simples memória para isso.

Primeiro registro:

A família da minha mãe estava reunida e de repente aparecia meu tio materno, Renato, portando uma arma e pedindo R$ 10,00 a todos, aparentemente, para comprar balas. Ele parecia de certa forma embriagado... Mas não por consumo de alcool... Algo como uma embriagez de sentidos... Uma cólera estranha.

Minha mãe tenta então desencorajá-lo a fazer seja lá o que ele pretendesse com piadinhas... Um modo de brincar que realmente é nato dela e que normalmente irrita mais do que qualquer outra coisa. E isso nitidamente irritava mais o meu tio, que apoiava a arma no chão da entrada do local em que estávamos para entrar na loja e providenciar as balas. - O curioso é que lembro que já havia outra arma no local colocado por outra pessoa em alguma outra parte do sonho, mas não consigo recordar desta parte inicial.

Após entrar, minha mãe tentava tirar a arma do local ou esconder, mas todos nós pedíamos que ela não se metesse ou mexesse na arma pois certamente isso deixaria meu tio furioso. Ela então, tirava apenas do lugar na esperança dele esquecer. Quando ele saía e via que tinham mexido na arma, ele apontava uma segunda arma que trazia nas mãos. Sabendo que isso aconteceria, eu tentava fazer uma barreira humana para esconder a minha mãe. Outro fato curioso é que ao vê-lo sair da loja eu ainda tentava colocar meu pai na minha frente para me proteger do tiro, até que me tocava que seria uma baita injustiça deixá-lo matar meu pai pq eu estava com medo e querendo defender a minha mãe.

Eu, então, começava a lutar com o meu tio tentando apontar a arma para um ponto em que não ferisse ninguém, pois desde o inicio eu sabia que o tiro seria dado. Em certo momento, a arma disparava e entrava na parede, jogando resquicios do embolso sobre o meu primo Leornardo, filho deste meu tio e que, embora seja apenas 2 anos mais novo que eu, no sonho tinha cerca de 11 anos, idade da minha filha.

Todos, então, brigávamos muito com o meu tio... Eu xingava e perguntava se ele tinha noção de que poderia ter nos matado. Quando eu parei para ver se meu primo estava bem... o despertador tocou e acordei.

Considerações:

Ainda não pensei sobre o que o sonho poderia representar, mas atento para alguns detalhes que acho curiosos e dignos de atenção:

1º) Eu usava meu corpo pra defender a minha mãe;
2º) Por um breve momento eu praticamente troquei a vida do meu pai pela da minha mãe;
3º) Eu voltei atrás quanto a sacrificar o meu pai colocando-o como escudo;
4º) O significante da arma entre a trama familiar mãe-mim-pai;
5º) A embriaguez que motiva o empunho da arma e que levanta as circunstância do 4º item;
6º) A criança que requer proteção.

Humm.... No mínimo interessante, não?!?!

2 comentários:

Fran disse...

Não é que relendo o post eu acho que entendi o contexto do sonho?!?!

P disse...

e fez auto-análise bem de acordo com o calendário usual!
:)
ai, amiga, por tantos motivos tenho tanto orgulho de ti!!!