quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Desânimo

Estou ficando desanimada de novo.
Hoje resolvi me pesar e a balança marcou, pela primeira triste vez, 80 kg cravados! Pra não dizer que foram cravados… 79,9kg. Depois fui ler a agenda escolar da minha filha e encontrei mais um bilhete de "comprar na secretaria até dia x". Chego no trabalho e me deparo com um script acusando 131 erros sobre um processo que nunca vi mais gordo….
Gordo… triste… pesado… pobre…
A dois dias descobri que o Ministério da Fazendo resolveu cobrar as dívidas da minha empresa quase todas de uma vez. Um total de R$ 11.500,00. Isso sem contar com o que devo ao Credicard que oscila entre R$ 2.800,00 a R$ 7.000,00 (quando eles resolvem cobrar aqueles juros "amistosos" deles).
Não sei…
Faço terapia há mais de um ano e meu analista sempre enfatiza os progressos que venho tendo. Esta dívida, por exemplo, já passou da casa dos R$30.000,00. Hoje o valor que devo reduziu pela metade em menos de dois anos.
Ótimo. Mas ainda devo. E muito.
De outro lado as pessoas estão sempre me cobrando algo ou me enchendo o saco. Basta nos mostrarmos um pouco mais solidários que nego já pega o braço.
É… to de saco cheio. Do mundo. Da vida.
Queria, como sempre quero em horas como estas, estar com minha filha. Em casa.
Nem pra isso sirvo mais… Ou a pego para sairmos e, consequentemente, gastamos. Ou fico em casa dormindo enquanto ela brinca sozinha.
Se não sofro de depressão, porque me sinto tão deprimida?
Se estou melhorando, por que me sinto tão mal?
Não quero ver as pessoas.
Não quero estar com ninguém.
Se estou progredindo realmente a partir da cura, por que, então, estou tão triste assim?

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