Sinceramente tem horas que quero muito chorar.
Hoje tive uma sessão com meu santo terapeuta muito calma e tranquila. Percebi que, atualmente, sempre que vou nele sinto como se eu não tivesse problemas… ou, ao menos, como se tudo estivesse caminhando tão bem que, durante aqueles poucos minutos, sinto felicidade.
No entanto, basta sair dele para parecer que vivo num pesadelo.
A diferença é que o pesadelo não é de terror…. É como … Não sei… Não consigo nem traçar um paralelo!
Ele explicou de uma maneira muito sensata: como um sobrevivente que acaba de sair de um poço de areia movediça, sabe que está salvo, mas ainda tem a exaustão do resgate e toda a lama sobre o corpo.
É… talvez seja isso.
O que sei é que ainda preciso me arrastar por mais alguns quilômetros. E quando acho que vou poder dormir um pouco para descansar, cai mais lama sobre mim.
Primeiro descobri que toda a minha doença cultivada por ao menos 18 anos está solicitando resgate imediato. Mal apresento uma solução para o caso, descubro que minha filha está com hipermetrofia, o que irá requerer mais gastos. Tentando ser otimista, penso que, ao menos, suas dores estão diagnosticadas, quando ela, mais uma vez, despenca numa série de sintomas que não conseguimos descobrir de onde se originam. O trabalho, então, além de se mostrar a tábua de salvação para o resgate de décadas, torna-se, agora, o barão que chicoteia.
(…)
Ás vezes penso se todos estes sintomas não são meramente psicológicos, dada a grande ausência da mãe na sua vida. Acho até que isso pode agravar, sim, visto que, na maior parte das vezes, seus males me levam à seu socorro. No entanto… e se não for apenas isso? E se algo mais grave se apresentar e eu não estiver perto? E, por outro lado, se a causa levar meses, anos, décadas até se revelar? Não posso ficar a mercê de algo que não sei combater…. Como fazer, então, para conciliar tudo que precisa ser vivido com tudo que precisa ser resgatado?

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