terça-feira, 18 de novembro de 2008

"Não gosto de você"

Hoje quando decidi almoçar com o pessoal do trabalho, achei que tinha me metido numa grande furada ao perceber que pessoas das quais não gosto nos acompanhariam.

Ultimamente tenho assumido com muita segurança o fato de que não gosto de muitas pessoas. Não me sinto nem um pouquinho mal em assumir isso, mesmo sabendo que muitas das vezes há uma implicância fundamentada numa imagem mal resolvida da infância.

Pois bem... foi com a cara já meio franzida e um exercício facial tremendo para não revirar olhos que me resignei a um almoço chato e fútil, cheio de piadas grosseiras sobre a possível opção sexual dos possíveis participantes deste almoço. Eis que o que me parecia ser um fardo, tornou-se quase uma terapia. Embora o assunto principal tenha sido uma pobre-coitada-pedante-e-sem-noção colega nova de trabalho, de resto foi um almoço tranquilo com papos neutros, sem grandes emoções. No entanto, o que mais me deixou feliz foi que em dois momentos distintos, ou melhor, quase três, consegui expressar em poucas palavras que não gosto de certas brincadeiras que este povo se orgulha tanto em praticar. Descobri que não há palavras para expressar a satisfação em deixar um engraçadinho momentaneamente sem norte ao perceber que suas gracinhas não são bem-vindas… Uns compreendem e se calam, outros tentam não sair do salto. Independente da reação, conseguir expressar um sentimento sem ter que maquiá-lo é algo indescritível. Melhor do que isso só podendo dizer "Não gosto de você!" sem precisar olhar para trás ou dormir pensando se deveria ou não ter dito isso.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

PUTA QUE PARIU!

Como tenho vontade de mandar todo mundo para a puta que pariu!

Nossa… como as pessoas são difíceis!

domingo, 26 de outubro de 2008

A ferro e fogo

Quinta-feira aconteceu um episódio na minha casa que, mais uma vez, fez com que eu parasse para refletir sobre as minhas reações. Um evento bobo de um desentendimento com um irmão que envolvia minha filha e um favor que eu havia pedido a ele. Apesar das lágrimas de ódio e impotência, o que me marcou foi uma frase que minha mãe disse ao conversar comigo: "Você leva tudo a ferro e fogo!"….

Ferro e fogo….

(…)

Ferro e fogo!

Realmente tenho me ofendido e me importado DEMAIS com coisas insignificantes. A faculdade é uma que costuma sempre me dar notícias sobre o quão tolamente eu tenho agido ou o quão vulnerável à opinião alheia eu tenho estado.

Admito que sou o tipo de pessoa escrota que tem pensamentos egoístas, intolerantes e prepotentes, mas sempre que algo expõe claramente este meu comportamento para todos, ao menos nas entrelinhas, sinto o ferro e o fogo marcarem minha pele.

Será que tenho sido tão má assim realmente? Será que tenho tanto a esconder que a exposição da menor parte das minhas verdadeiras intenções trazem à tona toda a culpa que carrego sobre tais sentimentos? Será que me sinto superior demais ou inferior demais?

Por que tantos sentimentos ruins? Por que tanto peso em ações e atitudes pequenas?

Por que este arder no peito?

Será o ferro e o fogo?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Lama

Sinceramente tem horas que quero muito chorar.

Hoje tive uma sessão com meu santo terapeuta muito calma e tranquila. Percebi que, atualmente, sempre que vou nele sinto como se eu não tivesse problemas… ou, ao menos, como se tudo estivesse caminhando tão bem que, durante aqueles poucos minutos, sinto felicidade.

No entanto, basta sair dele para parecer que vivo num pesadelo.

A diferença é que o pesadelo não é de terror…. É como … Não sei… Não consigo nem traçar um paralelo!

Ele explicou de uma maneira muito sensata: como um sobrevivente que acaba de sair de um poço de areia movediça, sabe que está salvo, mas ainda tem a exaustão do resgate e toda a lama sobre o corpo.

É… talvez seja isso.

O que sei é que ainda preciso me arrastar por mais alguns quilômetros. E quando acho que vou poder dormir um pouco para descansar, cai mais lama sobre mim.

Primeiro descobri que toda a minha doença cultivada por ao menos 18 anos está solicitando resgate imediato. Mal apresento uma solução para o caso, descubro que minha filha está com hipermetrofia, o que irá requerer mais gastos. Tentando ser otimista, penso que, ao menos, suas dores estão diagnosticadas, quando ela, mais uma vez, despenca numa série de sintomas que não conseguimos descobrir de onde se originam. O trabalho, então, além de se mostrar a tábua de salvação para o resgate de décadas, torna-se, agora, o barão que chicoteia.

(…)

Ás vezes penso se todos estes sintomas não são meramente psicológicos, dada a grande ausência da mãe na sua vida. Acho até que isso pode agravar, sim, visto que, na maior parte das vezes, seus males me levam à seu socorro. No entanto… e se não for apenas isso? E se algo mais grave se apresentar e eu não estiver perto? E, por outro lado, se a causa levar meses, anos, décadas até se revelar? Não posso ficar a mercê de algo que não sei combater…. Como fazer, então, para conciliar tudo que precisa ser vivido com tudo que precisa ser resgatado?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Desânimo

Estou ficando desanimada de novo.
Hoje resolvi me pesar e a balança marcou, pela primeira triste vez, 80 kg cravados! Pra não dizer que foram cravados… 79,9kg. Depois fui ler a agenda escolar da minha filha e encontrei mais um bilhete de "comprar na secretaria até dia x". Chego no trabalho e me deparo com um script acusando 131 erros sobre um processo que nunca vi mais gordo….
Gordo… triste… pesado… pobre…
A dois dias descobri que o Ministério da Fazendo resolveu cobrar as dívidas da minha empresa quase todas de uma vez. Um total de R$ 11.500,00. Isso sem contar com o que devo ao Credicard que oscila entre R$ 2.800,00 a R$ 7.000,00 (quando eles resolvem cobrar aqueles juros "amistosos" deles).
Não sei…
Faço terapia há mais de um ano e meu analista sempre enfatiza os progressos que venho tendo. Esta dívida, por exemplo, já passou da casa dos R$30.000,00. Hoje o valor que devo reduziu pela metade em menos de dois anos.
Ótimo. Mas ainda devo. E muito.
De outro lado as pessoas estão sempre me cobrando algo ou me enchendo o saco. Basta nos mostrarmos um pouco mais solidários que nego já pega o braço.
É… to de saco cheio. Do mundo. Da vida.
Queria, como sempre quero em horas como estas, estar com minha filha. Em casa.
Nem pra isso sirvo mais… Ou a pego para sairmos e, consequentemente, gastamos. Ou fico em casa dormindo enquanto ela brinca sozinha.
Se não sofro de depressão, porque me sinto tão deprimida?
Se estou melhorando, por que me sinto tão mal?
Não quero ver as pessoas.
Não quero estar com ninguém.
Se estou progredindo realmente a partir da cura, por que, então, estou tão triste assim?

domingo, 7 de setembro de 2008

Saiam!

Desde 2004 eu já tive quatro diferentes blogs. Longe de refletir uma criatividade incontrolável, este fato de deu pelo simples fato de meus posts funcionarem como uma verdadeira verborréia... uma descarga mental... ou, para os fãs, como uma penseira virtual tal qual a de Dumbledore.
É... isto para mim foi um problema: no primeiro blog, o que eu mais gostei até hoje, um belo dia percebi que estava muito exposta visto que "amigos" começaram a usar o espaço para me perseguir e azucrinar. No segundo, embora ainda goste muito da maioria dos textos publicados, achei que havia um tom sombrio demais... As pessoas começaram a me perguntar porque eu era ou estava tão deprimida... Resolvi encerrar e criar um novo blog mais próspero e clean, sem, no entanto, perder a essência. Resultado: acabei muito fútil ou vazia. Meus sentimentos mais ruins que queria expurgar ficaram escondido em entrelinhas... desanimei. Nunca mais escrevi com a vontade do primeiro...
Eis que, depois de passar por mais uma dose de divã, percebi o quanto me privara de tantas coisas.........................................................
Enfim.........................
Este aqui não terá nomes, não terá divulgação, não terá meio termo.
Serei eu, para mim, quando, onde e como quiser.
E assim... que as letras fiquem onde devem ficar: no luxo ou no lixo... Não me importa. Desde que saiam!